Pois é. Rodei bastante, mas acabei reinstalando o Ubuntu aqui. O Ubuntu mesmo, que já é Raring Ringtail beta 2, não algum de seus derivados (que também testei). Gostaria de fazer alguns comentários, para que ouçam minha impressões meus seis fieis leitores. Vou dizer por que voltei, analisando rapidamente as demais distros que usei. Espero ser esculachado nos comentários, se algum houver. Vamos lá.
- Lubuntu e Ubuntu Studio: são Ubuntus oficiais, e você pode configurá-los como quiser, ou transformar o seu Ubuntu em um deles. O Ubuntu Studio, porém, tem kernel otimizado para multimídia, e o Lubuntu é leve e rápido, bom para computador mais antigo. Se você não for músico profissional nem tiver um computador velho, essas distros podem ser deixadas de lado. Fique com o Ubuntu mesmo.
- Bodhi: tenho o Bodhi instalado em um notebook mais velho aqui, e não pretendo substituí-lo. É baseado no Ubuntu, o que é uma grande vantagem. Só não aderi definitivamente a ele em meu notebook principal porque, se você precisa de dual boot, ele não mostra claramente como acessar o outro OS. É por causa do ambiente Enlightenment, que é bonito, altamente configurável, não é assim essas coisas como dizem por aí.
- Mint Debian Edition: aderi ao Mint há mais de dois anos atrás, quando ele ainda não era o número 1 no Distrowatch. Tenho um notebook com dual boot aqui com ele, e não pretendo substituí-lo. Funciona muito bem. Menos essa Debian Edition, que apresentou alguns pequeninos problemas na inicialização e não rodou o Firefox depois de instalada. Não descobri o problema. Possivelmente é coisa do Cinnamon, mas eu não quis perder tempo com isso.
- Debian: comecei minha vida de linuxeiro com o bom e velho Kurumim, passei pelo Mandrake e acabei ficando, por bons anos, com o Debian. Apesar de usar quase sempre pacotes mais velhos, ele fica como minha segunda distro preferida. Testei o Debian Wheezy RC1, e foi tudo bem. Mas quem usou o Debian uma vez na vida sabe que vai encontrar alguns probleminhas se você for fuçador, além de exigir mais domínio da linha de comando. Não vi vantagens em voltar a meu passado, e dei adeus, mais uma vez, ao Debian.
- Arch: para quem quer aprender como funciona o Linux, o Arch é excelente. Depois do longo processo de instalação, o Arch funcionou aqui, mas exigiu sempre que eu fosse a fóruns e fizesse perguntas sobre como instalar isso e aquilo, o tempo todo. Isso cansa, e você fica com a sensação que alguma coisa vai dar errado. Deixei para uma segunda tentativa, em um futuro incerto.
- Damn Small e Puppy: essas eu guardo no meu coração, por serem as mais interessantes distros que usei. Não precisei instalar nenhuma das duas: põe o CD lá e carregue-os inteiramente na memória. Nunca vi nada funcionar tão rápido como elas! Isso conquista a gente, mas, parando um pouco para pensar, posso instalar qualquer distro numa pendrive e carregá-la por aí. Por que esse minimalismo absurdo? Essas distros são boas para computadores muito, mas muito velhos mesmo.
- PCLinuxOS: ótima, funcionou bem, mas não me mostrou vantagem alguma. Nem sei por que está tão bem colocado no Distrowatch. Acabei desistindo porque não vi uma razão definitiva para adesão, algo a mais que as outras distros não me dariam, ou algo que não faz assim tanta diferença na prática.
- Fedora: a verdade é que, nas antigas, usei Fedora. Antes dela, usei Red Hat. Ótima distro, mas eu prefiro os repositórios de distros baseadas em Debian. Prefiro DEB a RPM, e só por isso deixei a excelente Fedora de lado. Parece que os repositórios baseados em Debian têm alguns programinhas que eu gosto, e que não encontro em nenhum outro. Nada que eu não possa superar com uma instalação a partir do código fonte, ou de um binário "genérico". Mas a facilidade de uso dos repositórios do Ubuntu me fizeram desistir da Fedora. Uma pena!
- Fuduntu: recomendadíssima distro! Usei bastante por uma semana, e gostei muito. Pensei que ia ficar com ela para avida toda, pois é rolling release. Usa repositórios próprios e também RPMs. Muito estável, mas por duas vezes não inicializou corretamente... Isso bastou para eu deixá-la de lado. Uma pena. Pretendo voltar a ela no futuro, e acabar de vez com meu preconceito com pacotes RPM.
É estranho, mas depois de mais de 10 anos com usuário de Linux, depois de muito estudo e muita coisa digitada em linha de comando, muita instalação feita na raça, eu volte para uma distro feita para noobs. Vai ver é porque não sou profissional do ramo, nem sou radical religioso em relação a software livre. Talvez eu tenha me cansado de aprender, ou sinta que o que sei é mais do que suficiente. Não sou anti-Windows (que uso e considero um excelente SO, mesmo com seus problemas de vírus, tela azul e tudo o mais), nem anticapitalista, ou coisa parecida. Por esses motivos, não me importo com propaganda na Central de Programas do Ubuntu nem com drivers proprietários instalados aqui. Incomoda eu ser vigiado, mas isso pode ser desabilitado. Uso o wine para colocar no Ubuntu programas que só rodam no Windows, programas pelos quais paguei, e não são livres.
Se você está confortável com a vida que leva em sua distro, fique com ela. se não, o Ubuntu pode ser uma opção interessante. Isso se você não se importa com a ideologia comercial envolvendo o sistema, pois a Canonical, a empresa por trás do Ubuntu, visa lucro. Isso incomoda, eu sei, e incomoda mesmo. Mas, entre alternativas, entre o que preciso e gosto de fazer, engulo esses incômodos ideológicos para ter um sistema atual e que funciona que é uma beleza aqui na minha maquina.
Se um dia o Ubuntu for para o beleléu, eu troco. Mas não agora.
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P.S. 1: antes que perguntem, eu digo: eu e minha esposa temos juntos 7 notebooks. Um delicioso exagero...
P.S. 2: perdi muito tempo testando tudo isso. Poderia estar ouvindo Human League.
P.S. 2: perdi muito tempo testando tudo isso. Poderia estar ouvindo Human League.

